sábado, 17 de abril de 2010

As crônicas marcianas - Ray Bradbury

Não tenho muita vontade de escrever sobre. A vontade é de pensá-lo, sentí-lo. Há neste livro, alguma coisa que toca profundamente. Algo que conversa comigo num outro nível. Uma história que parece simples, e é, mas que nos desmonta (como blocos de lego) nos pequenos detalhes, nas pequenas singelezas cotidianas, nos hábitos mais sórdidos e "inocentes" do dia-a-dia humano.
A história toda é de uma solidão imensa. De um desamparo absurdo. Um misto de felicidade por estar só, com um medo do eterno abandono.
Você não está mais aqui na Terra. Você está em Marte. A viagem é longa e sem garantia. Não sabe se poderá voltar. E, quem sabe, talvez não tenha para onde voltar.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Reproduzindo...

Estudo tenta decifrar nosso gosto pela ficção
Folha de S. Paulo - 12/04/2010 - Por Patricia Cohen
Professores de inglês e estudantes de pós-graduação se dizem convencidos não só de que a ciência oferece "insights" inesperados sobre textos individuais, como que ela pode ajudar a responder perguntas sobre a própria existência da literatura: Por que lemos obras de ficção? A que se deve nosso interesse por personagens inexistentes? Jonathan Gottschall, que já escreveu sobre o uso da teoria evolutiva para explicar a ficção, identifica "um novo momento de esperança" em uma era em que todos falam sobre "a morte das humanidades". Para ele, a abordagem científica pode resgatar os departamentos de literatura das universidades do mal-estar que os vem acometendo nos últimos 15 anos. Chegar às origens do fascínio das pessoas pela ficção e a fantasia é, segundo ele, "mapear o país das maravilhas". Os romances de Jane Austen frequentemente são construídos em torno de interpretações equivocadas. Em Emma, a heroína supõe que as atenções do sr. Elton assinalam um interesse romântico por sua amiga Harriet, quando, na realidade, ele quer se casar com a própria Emma. Ela também erra ao interpretar os comportamentos de Frank Churchill e do sr. Knightly, confundindo-se quanto aos verdadeiros objetos de seus afetos.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Celebrando a vida...

...no que ela tem de mais simples, belo e prazeroso.
(por favor, cliquem no vídeo para que ele abra em outra janela porque o blogger não está colaborando comigo).


Censura de e-books

Eu até que era simpático aos e-books e leitores de e-book. Mas em virtude de notícias que ando lendo, começo a ficar desconfiado de todo esse "politicamente correto" - melhor dizer "censura".
Quem é a Apple pra censurar livros? Daqui a pouco eles vão excluir clássicos da lista de livros vendáveis por conterem "obsenidades". Melhor, daqui a pouco eles não terão mais livros para vender, porque de acordo com o significado da palavra "obsenidade" para eles, não vai sobrar livro algum.

Apple iBooks Censors 'Sperm'?

Só pra constar: a palvra censurada em questão, está na sinopse de "Moby Dick", de Herman Melville.
Só não entendo como deixaram passar o título do livro.

domingo, 4 de abril de 2010

Os famosos e os duendes da morte

Assisti, sábado, ao filme "Os famosos e os duendes da morte", dirigido por Esmir Filho e baseado no livro de Ismael Canepelle.
Para mim fica difícil comentá-lo em virtude da minha proximidade com o mesmo. O problema não é conhecer as pessoas que o realizaram, mas sim saber demais sobre a produção. Então, desta vez não tem resenha.

Mas eu recomendo. Assistam e tirem suas próprias conclusões. Depois deixem suas impressões aqui nos comentários.

Ah, a fotografia é linda. A trilha sonora ótima. A história emociona. E paro por aqui.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A mulher invisível

Mais um da série: filmes que assisti há um tempo atrás, escrevi no bloquinho e só agora resolvi digitar.

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Um jogo que vagamente lembra o do filme "Revolver". Está tudo na sua cabeça.
Um bom filme brasileiro. Divertido e inteligente. Cria um clima de suspense que quase nos leva a loucura à espera do desfecho. E quando pensamos que chegou... ainda há mais.
Ótimas interpretações. Ótimo roteiro. Diversão garantida.
Desde que vi o trailler, esperava um bom filme. Mas foi muito melhor.
Mas lembre-se: é uma ótima diversão. e ponto.
Agora, procurando imagens para este post, lembrei de mais uma coisa. O sempre velho e bom conselho: cuidado, as paredes tem ouvidos.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Revolver - Gui Ritchie

Este é da série: filmes que assisti há um tempo atrás, escrevi no bloquinho e só agora resolvi digitar.


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As pessoas que assistem a este filme automaticamente podem ser divididas em dois grupos: os que adoraram e os que odiaram. Lendo criticas na internet e conversando com colegas, pude comprovar esta teoria.
Eu estou no grupo dos que adoraram. E isso me faz pensar nos motivos do ódio de alguns (e é ódio mesmo, a julgar pelas críticas).
Primeiro: o diretor não seguiu a mesma linha de outro filmes seus lançados anteriormente. Bom, isso pode ser um problema para fãs do "estilo" do diretor. Mas um diretor  não precisa fazer sempre o mesmo filme. Eu, como não lembro de ter assistido outro filme dele, adorei este. Não esperava nada,  e não espero outro igual.
Segundo (que pode se confundir com o primeiro): quando comecei a assistir na TV, pensei se tratar de um filme de ação (quase mudei de canal). O elenco e o tema nos levam a pensar isso. E muitos "compram" o filme pensando que é isto que vão receber. E até que recebem, Mas não só. E numa dose, provavelmente, menor do que esperam.
Terceiro: o filme tem boas e grandes doses de filosofia e psicologia. Muitos o acusam de ser uma obra de auto-ajuda. Devemos considerar que, atualmente, estes "muitos" confundem filosofia e auto-ajuda. Para eles qualquer questionamento é auto-ajuda.
Quarto: li críticas acusando o filme de ser confuso. E pode ser confuso para quem não está muito disposto a fazer um pequeno exercício de raciocínio. Sempre há os que que vão argumentar que cinema não é para pensar , mas sim para diversão. Argumento fraco, do qual discordo: cinema pode ser só diversão, e pode ser para pensar também. Aliás por que "pensar" não é ou pode ser uma diversão? Preguiça intelectual?

sábado, 20 de março de 2010

Barlavento

Voltamos agora há pouco de mais um excelente show proporcionado pelo Sesc.

O lado ruim de ir a um bom show, é que ficamos com vontade de que não acabe. Mas acaba. E mesmo que tenha bis (como foi o caso), é só um prolongamento da despedida.

Por mais clichê que seja, o som do sax rasga a alma. Então imaginem o resultado de um quarteto de saxofones.

Barlavento.

Não há muito mais o que falar. Música não se descreve. Se escuta. Se sente. Então vai lá no myspace do pessoal .
Se tiver oportunidade de ver ao vivo, não desperdice a chance.


Barlavento
Renato Santos: sax soprano
Rafael Lima: sax alto
Vicente Lenz: sax tenor
Gustavo Müller: sax barítono

Ana Althoff: produção executiva

domingo, 14 de março de 2010

Tantos livros

Me dá um vazio pensar em tantos livros existentes e a impossibilidade de ler todos eles.
Me dá um desespero ver tantos livros nas minhas estantes e não ter certeza de conseguir lê-los.

domingo, 7 de março de 2010

O Aleph - Jorge Luis Borges

Antes de cair na tentação de falar mal do livro - O Aleph, de Jorge Luis Borges - tenho que considerar que tenho problemas com livros de contos. Antes eram meus preferidos. Agora... falta profundidade. E não que os contos sejam rasos. Mas quando o ar vai faltar, a água baixa. Quero o mergulho mais profundo, o afogamento. A falta de ar constante, e não um salvamento por maré baixa. Umromancetedeixasemfôlego. Consome todo o ar e te empurra cada vez mais para o fundo. Só devolve a tona muito depois. O conto não. Quando o peito vai doer, o ar está de volta.
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E ao final... não é um mau livro. Tem contos ótimos. Outros nem tanto. Nenhum ruim. Mas tenho a impressão de ter gostado mais de "O livro de areia". Mas é só uma impressão. Não lembro das histórias. E com isso volto ao meu problema com livros de contos.